A TAL DA DONA FELICIDADE
Sem dúvida, a felicidade é o maior tempero da vida. Desde pequenininha eu perguntava pra Lua onde era que estava...sim, cantava desse meu jeito bem “gasguito” a musiquinha do Trem da Alegria:
“Lua lá no céu
Queijo, pão-de-mel
Na ponta do pincel
Mostra no papel
onde encontrar
A tal da Dona Felicidade”
E ninguém sabia onde encontrá-la. Até um anjo dizer pra Lucinha Lins que ela existia bem lá no fundo do peito e que era só se entregar...
E fui envelhecendo e descobrindo a cada dia que não preciso de muita coisa para ser feliz. Nisso não sou mesmo exigente. Fico feliz com pouco? Ou as outras pessoas é que só se satisfazem com muito? E no final das contas, não é que eu tenha a receita mágica, o pó milagroso da vida feliz...A felicidade muda de gosto, e é preciso, sim, buscá-la nas pequenas coisas. Eu fico um bocado contente com um almoço com os amigos, um final de semana na praia, uma nota boa, um bom livro.
Antigos pensadores romanos tinham receitas bastante razoáveis de como alcançar a felicidade. Uma delas é a de desejar menos. Assim, se a gente partir da idéia de que a infelicidade está intimamente ligada à insatisfação, funciona: a pessoa vai se frustrar menos e, em princípio, tem mais chance de ficar feliz. É uma boa tática. Mas não me convence. É para aquelas pessoas que preferem sempre o pessimismo e acham melhor acreditar que não vai dar certo. É assim: suas expectativas são diretamente proporcionais a sua frustração. Por isso, deseje menos!
“Lua lá no céu
Queijo, pão-de-mel
Na ponta do pincel
Mostra no papel
onde encontrar
A tal da Dona Felicidade”
E ninguém sabia onde encontrá-la. Até um anjo dizer pra Lucinha Lins que ela existia bem lá no fundo do peito e que era só se entregar...
E fui envelhecendo e descobrindo a cada dia que não preciso de muita coisa para ser feliz. Nisso não sou mesmo exigente. Fico feliz com pouco? Ou as outras pessoas é que só se satisfazem com muito? E no final das contas, não é que eu tenha a receita mágica, o pó milagroso da vida feliz...A felicidade muda de gosto, e é preciso, sim, buscá-la nas pequenas coisas. Eu fico um bocado contente com um almoço com os amigos, um final de semana na praia, uma nota boa, um bom livro.
Antigos pensadores romanos tinham receitas bastante razoáveis de como alcançar a felicidade. Uma delas é a de desejar menos. Assim, se a gente partir da idéia de que a infelicidade está intimamente ligada à insatisfação, funciona: a pessoa vai se frustrar menos e, em princípio, tem mais chance de ficar feliz. É uma boa tática. Mas não me convence. É para aquelas pessoas que preferem sempre o pessimismo e acham melhor acreditar que não vai dar certo. É assim: suas expectativas são diretamente proporcionais a sua frustração. Por isso, deseje menos!
Acredito que o primeiro passo para o caminho da felicidade é adotar uma postura de se deixar levar, de se permitir, de se arriscar (o que, lógico, não significa descer a serra a 160 km/h, mas ser participativo, curioso). É um mergulhar na vida sem evitar os riscos das dores que também podem vir: quem não se apaixona, por exemplo, está livre do sofrimento, da perda, da rejeição, do desamor... Mas será que isso traz alguma felicidade?
O segundo passo é tentar valorizar o presente acima do futuro. Caso contrário, somos capazes de chegar aos 70 anos sem percebermos que o futuro já chegou, e com a sensação de que ainda estamos nos preparando para os dias melhores que virão... A gente se poupa de viver o hoje, e a vida acaba não acontecendo: é a história daquele convite para uma festa maravilhosa que surge às 11 da noite, e você recusa porque tem de acordar às 7 da manhã para correr. É importante manter a forma, pensar na saúde, no futuro, mas esse é um gesto de poupança. A vida acaba sendo sempre aquela que imagino que terei um dia, não a que tenho nem a que tive. Eu acho que até acabo levando isso ao extremo, nessa minha vontade de viver o hoje...eu costumo dizer que eu sou egoísta com “o meu eu de amanhã”.
Acho que na verdade a sensação de infelicidade vem da impressão de que não se está vivendo uma vida que vale a pena. Deve ser a vontade que uma pessoa tem de ficar feliz com pouco e não conseguir. É exigir cada vez mais para se obter prazer. Quando o prazer de viver já deveria valer a pena...

2 Comments:
Adoro tudo que vc escreve..mas esse hoje teve um tempero todo especial!!!!!Beijos!!!!
Bom...
Eu me encontrei em todos os exemplos, tendo em vista que eu sou uma metamorfose ambulante.
Porém, estou no ser feliz nas pequenas coisas. E tem tanta coisa pequena pra ser feliz né?
Amo tu.
=*
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